Sobre ansiedade e abraçar o mundo…

Devaneios

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Eu sempre me considerei uma pessoa determinada e focada. Quando quis me mudar para São Paulo e estudar comunicação, passei em primeiro lugar no vestibular de publicidade da FAAP e não teve como me segurar. Quando quis estudar teatro e meus pais tinham receio, comecei a trabalhar e paguei eu mesma (hoje em dia eles já apoiam! Rs). Nunca achei que existisse algo que eu não pudesse estudar, batalhar e conquistar. Sim, eu sempre quis abraçar o mundo.

Mas atualmente, no auge dos meus 24 anos de idade, percebi que me tornei uma pessoa ansiosa demais. Talvez porque seja uma idade mais para realizar do que para sonhar, e eu sempre fui muito sonhadora. Ou talvez porque meus objetivos se tornaram tão mais difíceis de se alcançar do que foram na adolescência, que o processo me deixa assim… tensa!

Não quer dizer que eu vá desistir de algum sonho, de jeito nenhum! Mas minha maturidade e autoanálise sim, eu pratico terapia em mim mesma, me mostraram que preciso dar tempo ao tempo e ser feliz com isso. E como é difícil dar tempo ao tempo quando você percebe que sim, agora é verdade, não tem mais pra onde fugir: você é uma pessoa adulta. E não será jovem adulta para sempre.

Dramática? Com certeza. E sem medo de ser, porque acho que dá um tom mais “cinematográfico” para a vida. Eu gosto de ter esses dois lados em mim: dramática e prática ao mesmo tempo. E minha praticidade me diz que ou eu paro de me preocupar demais com cada coisa ou esse bruxismo que me ataca o sono vai me ferrar (já ouviram falar no bruxismo? Não tem nada a ver com bruxa não, é uma questão odontológica mesmo hahaha).

Feita essa análise, estou me condicionando a ser uma pessoa mais leve. De corpo e alma. Perdi aquele acessório incrível que eu amava? Sem causar, eu tenho tantos outros… Paguei mais caro em uma loja e depois achei mais barato? Tudo bem, da próxima vez eu olho nessa primeiro. O motoboy passou com tudo no meu retrovisor? Essa é difícil de lidar HAHAH, tô mesmo desapegada.

Brincadeiras a parte, a questão é não querer apressar as coisas e curtir todas as passagens. A visita da amiga, o sapato novo, o chocolate quente no domingo a noite… Podem ser memórias e momentos tão melhores do que tanta coisa que a gente fica esperando e desejando por anos!

Não, não virei zen. Continuou urbana, moderna, cosmopolita e agitada! Continuo sonhando alto e querendo realizar cada vez mais projetos. Mas quero também viver cada dia como se fosse o último e aproveitar a minha vida ao máximo, inclusive, as coisas simples.

Já pensou nisso?

Uma ótima semana para você e Carpe Diem!

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